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Fevereiro 14, 2004 Cold MountainNovo épico de Anthony Minghella é um dos melhores filmes da temporada por Pedro Beck Um fato normal e quase clichê é a maioria dos filmes que tratam sobre guerra - seja qual for - usar um pano de fundo relacionado a um certo alguém esperando outro certo alguém que partiu para tal guerra. Em Cold Mountain, não é diferente. Mas apesar de o filme abordar um alguém deixado para trás, o fator inusitado, é este alguém ser praticamente uma estranha para o que se foi, lutar na estúpida guerra que foi a Guerra Civil Americana. Inman - apenas isso -, brilhantemente interpretado por Jude Law, é um faz tudo metido a carpinteiro. Certa vez tem a chance de conhecer Ada Monroe, uma bela jovem filha do reverendo local. Ele tenta tirar, positivamente, o melhor proveito da situação e os dois acabam se encontrando mais vezes, devido ao contato inicial. Os encontros de amigos, desde o começo com um forte "sex appeal", são reduzidos a um beijo, que seria na verdade um beijo de despedida. Um beijo no mesmo dia, e no mesmo minuto que Inman partia para a guerra, prometendo um dia voltar para os braços da bela e misteriosa Ada de quem pouco conhece mas quem muito o marcou. Apesar da projeção ter mais de duas horas e meia, é deslumbrante e mesmo nas partes mais cansativas, é suficientemente agradável. Mas a fim de não tornas as tais partes cansativas em tediosas, o diretor Anthony Minghella introduz seu time de coadjuvantes de primeira linha mesclando entre o drama e a comédia. Por um lado estão Renée Zellweger (indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu papel) e o excelente ator Philip Seymour Hoffman, que faz o papel de um padre renegado por sua comunidade ao ter relações sexuais com uma escrava. E de outro lado temos ninguém menos que Donald Sutherland (JFK) e Kathy Baker (do maravilhoso Coisas Que Você Pode Dizer Só de Olhar Para Ela) interpretando o reverendo, pai de Ada e uma vizinha de jovem respectivamente. Além deles, outros bem conhecidinhos também tipo Giovanni Ribisi (Encontros e Desencontros) e Natalie Portam (Star Wars). A personagem de Zellweger, Runy, torna-se a melhor amiga de Ada depois de uma série de acontecimentos dramáticos, e em um ótimo momento, justamente quando o filme começava a cair um pouco, perdendo seu fôlego, já que logo com dez minutos de filme, o personagem de Jude Law (que também foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por seu papel) parte à guerra. Nicole Kidman começa a me intrigar. Apesar de maravilhosa no papel, ela continua a apenas sussurrar suas falas, assim como fez durante todo o tempo em seus últimos filmes Dogville, Revelações, As Horas e Os Outros. Todos filmes rodados depois de Moulin Rouge!, o que talvez haja uma explicação - sarcástica, claro - que seria o fato de ela ainda estar se recuperando das cantorias trocadas junto com Ewan Mc Gregor no filme de Baz Luhrmann. Apesar de todo o bom gosto do filme em um modo geral, mesmo sendo uma vergonha, é totalmente compreensível a não indicação ao Oscar, que nada mais é, do que um forte boicote da Academia em cima da Miramax que fora acusada de fazer campanha de seus filmes entre os membros da Academia. Aliás, a antecipação da cerimônia neste ano de 2004, foi mais um fator em relação a isso, de um modo geral. Agora, já a não indicação de Minghella, é outra coisa... Cold Mountain é um dos melhores filmes da temporada, e mais um ótimo trabalho do diretor. Mesmo com um final um pouco previsível depois de uma hora de filme, o mesmo segura as pontas do começo ao fim. Cold Mountain (Cold Mountain - EUA - 2003) Direção: Anthony Minghella Elenco: Jude Law, Nicole Kidman, Renée Zellweger, Kathy Baker, Philip Seymour Hoffman, Donald Sutherland, Natalie Portam e Giovanni Ribisi.
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