\n'; document.write(barra); } } changePage(); \n'; document.write(barra); } } changePage();
|
|
|
Janeiro 24, 2004 DogvilleDogville mostra seus dentes por Pedro Beck Grace, fugindo de um grupo de gangsters, é acolhida pela pequena comunidade rural de Dogville. A reticência inicial é substituída pelo impulso de tirar partido da situação: Bondade, solidariedade e generosidade se revelam à face visível e enganosa de uma perversão coletiva. E quanto mais vulnerável ela se mostra, mais Dogville mostra os dentes, até que esse processo de escravização - inclusive sexual - atinge dimensões inimagináveis e malignas, representando o espírito protestante do capitalismo. Lars Von Trier inova e espanta. Ao mesmo tempo em que tenta provar sua tese de que o cenário é supérfluo, falha no uso da câmera, que, mais do que nunca, deveria ser película e estável, o contrário do que se sucede. Porém, é um mero detalhe. Nos 177 minutos de projeção do filme, o diretor deixa explicito sua principal idéia em que vem trabalhando não só neste filme, mas em uma seqüência, de que o ser humano é capaz de tudo. Não é um filme de arte, muito menos um filme a favor dos Estados Unidos, motivo principal pelo qual o filme saiu de mãos abanando em Cannes. Por outro lado escancara as condições humanas, mostrando todo um lado perverso em que uma pessoa pode se transformar quando é impotente em meio à uma sociedade. Paul Bettany e Nicole Kidman impressionam. Não só vencem a batalha de atuar em cima de um palco por três horas, onde o filme se passa por ignorar os padrões normais de Hollywood, mas como também convencem. A atriz prova de vez que vem em uma ascensão sem fim, que é bem possível que lhe garanta no mínimo uma indicação ao Oscar. Dogville é a primeira parte de uma trilogia sobre os Estados Unidos da América, que contará ainda com Manderlay e Washington. Ambos serão dirigidos por Von Trier e, num ato de inteligência, protagonizados por Kidman. Se mantiver o padrão, o diretor em questão, um dos mais perturbadores da atualidade, dará um novo rumo aos padrões estéticos do cinema dando ênfase à culpa, à vingança e à hipocrisia moral. Dogville (Dogville - Dinamarca - 2003) Direção: Lars Von Trier Elenco: Paul Bettany, Nicole Kidman, Harriet Andersson, Lauren Bacall, Jean-Marc Barr, Philip Baker Hall, John Hurt, Ben Gazzara, Siobhan Fallon e Blair Brown. Encontros e DesencontrosO novo longa de Sofia Coppola, um dos mais concorridos no Festival do Rio deste ano, prova que a diretora amadureceu e está no caminho de se tornar um dos principais nomes do cinema independente. por Pedro Beck Sofia Coppola é algo de mais incrível. Como diretora e roteirista, é inovadora: Sabe contar uma história, milhares de vezes já contadas, mas neste caso, sem cair no clichê, e buscando ir até o fundo da alma em cada conflito. Em "As Virgens Suicidas", ela surpreendeu. Provou não ser só a filhinha do poderoso Francis Ford Coppola, e dona de uma das piores interpretações já feitas no cinema quando atuou em "O Poderoso Chefão 3" fazendo um favor à seu pai, mas sim um novo nome que surge em Hollywood com seu próprio brilho e cativa. Agora, em Encontros e Desencontros, Coppola está mais madura, e conseguiu desenvolver melhor seu roteiro, buscando sempre situações manjadas envolvendo uma relação, mas nunca entrando ou abordando a fundo nenhuma situação arriscada: apenas pincelando. O segundo longa de Sofia Coppola conta a história de Bob Harris (Bill Murray), um ator americano que viaja à Tóquio, para gravar um comercial de uísque. Porém sua estadia é confusa, e não consegue se acostumar com o fuso horário, gerando horas de insônia. Certa noite em seu hotel conhece Charlotte (Scarlett Johansson), uma americana que acompanha seu marido, um fotógrafo, em sua viagem. Assim como Bob, Charlotte tem problemas para dormir, e então os dois mergulham em uma amizade onde procuram desfrutar do melhor prazer em que uma companhia pode lhe oferecer. Bill Murray neste filme é algo surpreendente. Acostumado a vê-lo em filmes bobos de sessão da tarde, o ator surpreende e é inspirado por Coppola, a ter uma das melhores atuações do ano, pela qual provavelmente será nomeado ao Oscar (como já foi ao Globo de Ouro). Johansson, que recentemente atuou em "O Homem Que Não Estava Lá", vai além: prova ser uma das melhores revelações dos últimos anos, alguém que passa convicção e maturidade mesmo atuando em cima de um personagem complexo. Ela convence e encanta. Não é a toa que recebeu uma dupla indicação no Globo de Ouro por Melhor Atriz em Comédia e Melhor Atriz em Drama por Encontros e Desencontros e Moça do Brinco de Pérola respectivamente. Sempre de forma cautelosa, singela, simples, o filme nada mais é do que a história de dois estranhos que se conhecem em um lugar estranho para os mesmos, e se dão muito bem, vivendo uma amizade intensa. Encontros e Desencontros (Lost In Translation - EUA - 2003) Direção: Sofia Coppola Elenco: Bill Murray, Scarlett Johansson e Giovanni Ribisi Janeiro 22, 2004 Arrested DevelopmentFox estréia a comédia sensação da temporada, séria candidata ao Globo de Ouro... e a um cancelamento prematuro por Bruno Boghossian “Essa é a história de uma família rica que perdeu tudo, e de um filho que foi são o suficiente para ajudá-los a passar por isso. Isto é Arrested Development”. Imaginar uma comédia sobre uma família rica que tem que se habituar a uma vida sem luxos parece uma idéia muito divertida. Mas essa não é nem a metade da graça dessa série. Michael Bluth (Jason Bateman) é um viúvo que só se importa em ser um bom pai para seu filho – segurem o riso –, George-Michael (Michael Cera). Quando seu pai, George Sr. (Jeffrey Tambor) vai indicar seu sucessor na presidência da empresa da família, Michael acha que esta será sua grande chance, mas ele acaba dando o cargo a Lucille (Jessica Walter), a mãe de Michael. No mesmo dia, George Sr. é preso por fraude fiscal e os bens da família são congelados. Enquanto isso, os irmãos de Michael, GOB (Will Arnett) – um mágico frustrado – e Buster (Tony Hale) – que parece ter a idade mental de uma criança de oito anos –, juntamente com sua irmã (Portia DeRossi) – que se recusa a arrumar um emprego –, o marido Tobias (David Cross) – um psicólogo que decidiu virar ator – e a filha Mae (Alia Shawkat) também tentam mudar suas vidas para se encaixar em sua nova situação financeira. Falando nisso, o elenco da série é um dos melhores da TV, atualmente. Jason Bateman parece naturalmente incorporado por Michael Bluth. E também, Portia DeRossi, Will Arnet e Jeffrey Tambor estão brilhantes em seus papéis. Além do mais, cada personagem foi construído perfeitamente, com características sutis e hilárias. Esta variedade de personagens faz de Arrested Development uma série com infinitas possibilidades de comédia. Se "Seinfeld" era sobre o nada, aqui nós temos uma comédia sobre absolutamente qualquer coisa imaginável. Toda essa liberdade garantida aos roteiristas proporciona momentos hilários de qualquer gênero. Para se ter uma idéia, por volta do quarto episódio, Michael encontra a solução para os transportes da família. Eles passarão a usar o enorme carro com uma escada em cima, que servia para que os passageiros embarcassem no jatinho da empresa. E, pior: ele usa esse carro para levar uma atriz a uma cerimônia de premiação. Mesmo antes de sua estréia, Arrested Development já era considerada a melhor nova comédia da temporada. É fato que a crítica ama comédias sem claque. Aquelas risadinhas irritantes nunca agradaram a imprensa. E nós agradecemos aos céus por elas não estarem presentes aqui! Outra “novidade” apresentada na série é uma narração em terceira pessoa. A voz é de Ron Howard, criador, e produtor executivo, famoso pela direção de filmes como "Uma Mente Brilhante" e "Apollo 13". Com uma estréia de audiência mediana, seguido de episódios nada melhores, pensava-se que Arrested Development teria o mesmo destino que outros irmãozinhos da FOX, como "Undeclared" (Curso: Incerto) e "Andy Richter Controls The Universe" (inédito no Brasil). As duas séries receberam enormes elogios da imprensa e – no caso da segunda – da crítica, mas não conseguiram alcançar índices satisfatórios. Porém, incrivelmente – e, provavelmente por intervenção divina –, a emissora garantiu a temporada completa da série antes mesmo da exibição do 5º episódio. Foi um voto de confiança da FOX para Ron Howard e parece que esse foi o sinal para que Arrested deslanchasse. A esse anúncio, seguiram delírios da imprensa em relação à série, com vários veículos de comunicação apontando-a como um dos melhores programas da TV do ano, incluindo o posto de melhor programa de 2003 pela Television Week, que caracterizou a série como “ácida e cáustica”, seja lá o que isso quer dizer. O canal TVLand, que exibe seriados clássicos, elegeu Arrested Development o futuro-clássico do ano, título já entregue a "Scrubs" e "Undeclared" em anos anteriores. Para completar, a série recebeu, em seu ano de estréia, com menos de uma dezena de episódios exibidos, uma indicação para o Globo de Ouro na categoria de melhor série. Depois de tudo isso, a audiência do seriado começou a subir e voltou ao patamar de sua estréia. O presidente da FOX até anunciou que o programa é sério candidato a ter sua primeira temporada lançada em DVD ainda este ano. Enfim, parece que dessa vez vai. Pelo menos por enquanto, podemos rir despreocupados. Torçam pela série no Globo de Ouro e teremos ainda mais motivos para rir. Arrested Development já teve dez episódios exibidos nos EUA e, até maio, serão 22 episódios nessa primeira temporada. Aqui no Brasil a série estreou no último dia 11 e é exibida aos domingos às 21h no Canal FOX, sendo reprisada na terça-feira seguinte às 23h. Janeiro 16, 2004Multiplex #02: A Segunda Parte por André Sirangelo Pra começar este novo ano e esta nova fase do Plano Geral, Multiplex aproveita para lançar uma visão pessoal sobre a nova versão de O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, que chegou aos cinemas brasileiros no final do mês passado e, se os Valar atenderem nossas preces, deve ser lançado em breve em DVD por aqui.Turbinada com mais 39 minutos de cenas alongadas ou totalmente inéditas, a versão estendida da segunda parte da trilogia é de fato um filme muito melhor do que a cópia lançada nos cinemas. Dessa vez, as cenas que ficaram de fora não são mero adorno, tornando diversas passagens mais compreensíveis para aqueles que não leram o livro - e também mais aceitáveis algumas mudanças que Peter Jackson e sua equipe de roteiristas fizeram na obra original. As melhores novidades: 1) MERRY & PIPPIN É outra história. Enquanto na versão original os dois hobbits permanecem praticamente o tempo inteiro montados nos galhos de Barbárvore, aqui foram adicionadas as passagens do livro que sinalizam as mudanças pelas quais os dois estão passando durante a jornada. Vemos os dois bebendo a água dos Ents e crescendo alguns centímetros, ficando presos entre as raízes de uma árvore de Fangorn e encontrando, em meio à inundação das terras de Saruman, um depósito de comida e erva-de-fumo. 2) HOMENS DE GONDOR Na época do lançamento de "As Duas Torres" no cinema, muitos fãs se sentiram incomodados com a mudança do caráter de Faramir. Na versão longa, a alteração permanece, mas muito melhor desenvolvida. Um longo flashback introduz na história o pai do capitão de Gondor, Denethor, personagem importante na terceira parte da trilogia. Vemos como Faramir é menosprezado pelo pai, que só valoriza os feitos de seu primogênito, Boromir, enviando-o para Valfenda para tentar trazer o anel para Gondor, sem saber que a missão lhe custaria a vida. A inclusão de alguns diálogos também na cena em que o exército de Faramir captura Frodo e Sam ajuda a entender porque, na versão de Peter Jackson, a passagem dos dois hobbits por Henneth Annûn (o esconderijo do exército) é recheada de tensão, e não um momento de alívio e descanso antes da etapa final de sua jornada. 3) O REINO DOS CAVALEIROS O funeral de Théodred e os diálogos e cenas adicionais envolvendo o rei Thédoden e os cavaleiros liderados por Éomer ajudam a contextualizar esta que é a principal linha narrativa do filme: Rohan, o reino de glórias esquecidas no tempo, a um passo da queda. O primeiro peão a ser derrubado no jogo de destruição de Sauron e Saruman. 4) "OS ENTS DESCOBRIRÃO QUE SÃO FORTES". Ao co \n'; document.write(barra); } } changePage(); ntrário da versão original, a reação dos Ents perante a destruição da floresta é bem desenvolvida, principalmente através de uma cena em que Saruman ordena a derrubada das árvores, e de um diálogo entre Gandalf, Aragorn, Gimli e Legolas após seu reencontro em Fangorn, no qual Gandalf diz que os Ents estão para despertar e revelar seu poder. Peter Jackson incluiu ainda duas cenas de grande impacto no livro: a "caminhada" das árvores e a chegada da floresta ao Abismo de Helm, onde ela literalmente engole os Orcs sobreviventes à batalha do Forte da Trombeta. 5) "43!" O humor está mais presente na nova versão, não só pela incursão de Merry e Pippin à despensa de Isengard, mas também pela inclusão de um divertidíssima cena em que Gimli e Legolas relatam sua contagem final de Orcs exterminados. Vemos ainda Aragorn enfrentando um inimigo que foi cortado na versão cinematográfica: um ensopado preparado por Éowyn. Apesar dos acertos, a nova edição do segundo filme da trilogia não corrige seu maior erro: o discurso chumbrega de Samwise em Osgiliath, ao som do único trecho da (fenomenal) trilha sonora em que Howard Shore errou radicalmente de tom e exagerou no melodrama. Um final lamentável, que não tira os méritos deste épico praticamente sem outras falhas, mas que sinaliza a relativa fragilidade de "As Duas Torres" perante os irretocáveis "A Sociedade do Anel" e "O Retorno do Rei".
\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
Angústia e solidão no novo filme do diretor de Amores Brutos por Pedro Beck Quantos gramas você perde quando ganha 21 gramas é a questão reflexiva subliminar de 21 Gramas. Você perde tal numero de gramas quando seu corpo morre ou quando você não vê mais sentido à sua vida? O novo filme - primeiro em inglês - do aclamado diretor cult Alejandro Gonzáles Iñárritu, o mesmo de Amores Brutos e também um dos co-diretores do magnífico documentário 11'09'01, explora os sentimentos de amargura, dor e culpa em três histórias não lineares que se cruzam drasticamente mudando a vida de três personagens repletos de emoções profundas e eloqüentes. Os mesmos são Paul Rivers, Cristina Peck e Jack Jordan. O primeiro, cuja a ótima interpretação é de Sean Penn, é um matemático doente que se encontra no corredor da morte, esperando uma doação de coração. Sua única esperança é um transplante no que pode ser, seu ultimo mês de vida. A segunda é uma mulher feliz e aparentemente bem sucedida mãe de duas filhas, fruto de um casamento fiel. O copo que representa sua vida, felicidade e amor é transbordado, transformando sua vida em amargura e solidão quando o terceiro personagem, Jack Jordan, um ex-marginal que se entregou a Jesus em busca de redenção, atropela sua família. O último é representado brilhantemente, por Benicio Del Toro, talvez a melhor performance de sua carreira como já frizou o ator. Naomi Watts também cumpre fielmente seu papel e surpreende por não aparecer na lista de melhores do ano no Globo de Ouro, mesmo a premiação sendo famosa por trambiques, a interpretação é de tirar o chapéu e não merece estar de fora. O que se segue durante os 125 minutos de projeção apresentados digitalmente, é uma busca por uma identidade e um ponto de partida quando a esperança no passo seguinte é quase inexistente. 21 Gramas questiona a fé e o sentido da vida quando se perde algo de valor e quando se ganha. Não é algo fácil de assistir, levando adiante os questionamentos e dúvidas perante as angústias, e virando e desvirando do avesso à condição humana que com o passar do filme se degenera cada vez mais intensamente.
Mudanças
Como você pode notar, o PG mudou outra vez - dessa vez mais radicalmente. Agora somos um blogzine, e a atualização mais dinâmica vai permitir que sempre haja novos artigos, críticas e colunas sobre as novidades do cinema e da TV no site, enviados de onde quer que os membros da equipe estiverem. Em breve os arquivos e o sistema de comentários estarão no ar - portanto, adicione a gente nos seus bookmarks e prepare-se para o que vem por aí! Equipe Plano Geral
|
|
HOME |
SITE ANTIGO |
CONTATO
|
© 2003-04