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Janeiro 25, 2005 Closer - Perto DemaisUm ótimo e legítimo tapa na cara que expõe a fidelidade contemporânea sem buscar mais motivos por Pedro Beck Falando ainda de 2004, depois de um ano relativamente fraco, Closer o encerra em grande estilo. Não que toda a ladainha (com poucas exceções) que assistimos irá se apagar, muito pelo contrário, torna-se mais nítida ainda depois que você assiste Closer.O ponto mais forte do filme, sem dúvida é acabar com todos os relacionamentos, expor da maneira mais cruel à condição humana e depois, não tentar dar explicações obscuras ou irracionais para os atos cometidos. Funciona mais ou menos assim: 01) você jurou amor eterno 02) você se apaixonou por outra pessoa 03) você transou com outra pessoa 04) você foi largado por quem você jurou amor eterno. É um bocado depressivo. 48 horas depois de ter assistido ao filme, ainda me encontro perambulando pelo meu quarto digerindo as duas horas de projeção do filme e pensando no que escrever. Closer é uma fratura exposta sem dó nem piedade que para os mais sensíveis, aqueles que não gostam de ver traições nem há cem quilômetros de distancia, funciona até como um soco no estômago. A abertura do filme é o que pode se chamar de mais clichê em Róli Ud. Duas pessoas andando na rua (no caso Law e Portman), uma vindo ao encontro da outra enquanto o resto das pessoas que lotam a calçada, andam em slow motion. Ao fundo uma trilha bem bacana, sendo a bola da vez a maravilhosa The Blower’s Daughter de Damien Rice. Mas a brincadeira acaba por ai, de resto o filme é adulto, consciente, sexy e principalmente, muito bem montado, baseado na peça homônima de Patrick Marber, que é também o responsável por assinar o roteiro do filme. Em Closer, assim como em qualquer peça teatral, o forte são as palavras e as expressões. Ainda tem cheiro de teatro e sua qualidade mor é mostrar como o afeto e respeito pelo parceiro, são cada vez mais, sentimentos extintos das relações amorosas contemporâneas. Oscar: O filme concorre a melhor atriz coadjuvante (Natalia Portman) e Melhor Ator Coadjuvante (Clive Owen).
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