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Janeiro 29, 2005 Jogos MortaisUm thriller psicológico que como o próprio cartaz promocional já sugere, deixa Seven comendo poeira por Pedro Beck Saw é um daqueles filmes que custam 500 mil dólares e tem um lucro de 300%. Por quê? Porque é um dos poucos roteiros bem originais que são levados a sério e caem nas mãos dos produtores certos. É também, um filme absurdamente perturbador, de tirar o fôlego, daqueles que te mantêm na cadeira por todo o seu tempo de projeção.“Esqueça Seven!” é um dos principais chamarizes do filme, obrigando aos fãs do gênero “thriller” irem ao cinema. Seven até hoje foi o filme referência do gênero e provavelmente continuará sendo, levando-se em conta que Saw é um filme pequeno e cá entre nós, não é protagonizado por Brad Pitt e Kevin Spacey. Dirigido pelo novato James Wan, um baixinho descendente de orientais, o filme foi sucesso absoluto nos Estados Unidos e a produção da seqüência do filme, Saw 2, já começa agora em meados de fevereiro. Jogos Mortais, título nacional do thriller, começa freneticamente. Logo na primeira cena os dois protagonistas do filme, Adam e Gordon acordam em um banheiro. Ambos estão acorrentados na encanação do lugar, um em cada lado do banheiro. Aos poucos, eles vão se conhecendo e pensando como foram parar ali. Entre eles, no meio do banheiro, há um homem morto e seu sangue está por todo lado. Em sua mão, vemos uma arma. E à partir daí, o enredo vai se complicando, sub-tramas vão surgindo, e o espectador é feito de bobo, tamanha a genialidade da fita, que em menos de vinte minutos de projeção, te fazem suspeitar de mais de cinco pessoas. Ultimamente, a Lion Gates tem acreditado em diretores que aparecem querendo mostrar serviço, como Wan, Richard Kelly, Eli Roth e companhia e o fruto já está sendo colhido. Pelos espectadores principalmente. Uma nova safra no gênero terror/thriller parece disposta a mostrar serviço, colocando os teens drogados e as cheerleaders peitudas de lado, em prol do lado psicológico de um drama que se bem trabalhados, acabam rendendo clássicos contemporâneos do gênero como Session 9, Donnie Darko, Cabin Fever e agora Saw. Janeiro 26, 2005 Tim Burton's Corpse Bridepor Samuel O Quê: Um rapaz acaba se casando por acidente com o cadáver de uma mulher assassinada.Quem: Vozes de Johnny Depp, Helena Bonham-Carter, Albert Finney, Christopher Lee, Emily Watson Quando: 31 de outubro nos EUA, deus-sabe-quando no Brasil Samuel diz: Na gaveta desde os tempos de "O Estranho Mundo de Jack", esta nova animação de Tim Burton aprimora a técnica stop-motion do antecessor e, a julgar pelo trailer, promete ser uma pequena jóia visual recheada de humor negro e momentos dark. 100% Burton, pronto para ser perdoado de vez por refilmar..... deixa pra lá, não quero nem lembrar. Clique para ver o trailer Janeiro 25, 2005 Closer - Perto DemaisUm ótimo e legítimo tapa na cara que expõe a fidelidade contemporânea sem buscar mais motivos por Pedro Beck Falando ainda de 2004, depois de um ano relativamente fraco, Closer o encerra em grande estilo. Não que toda a ladainha (com poucas exceções) que assistimos irá se apagar, muito pelo contrário, torna-se mais nítida ainda depois que você assiste Closer.O ponto mais forte do filme, sem dúvida é acabar com todos os relacionamentos, expor da maneira mais cruel à condição humana e depois, não tentar dar explicações obscuras ou irracionais para os atos cometidos. Funciona mais ou menos assim: 01) você jurou amor eterno 02) você se apaixonou por outra pessoa 03) você transou com outra pessoa 04) você foi largado por quem você jurou amor eterno. É um bocado depressivo. 48 horas depois de ter assistido ao filme, ainda me encontro perambulando pelo meu quarto digerindo as duas horas de projeção do filme e pensando no que escrever. Closer é uma fratura exposta sem dó nem piedade que para os mais sensíveis, aqueles que não gostam de ver traições nem há cem quilômetros de distancia, funciona até como um soco no estômago. A abertura do filme é o que pode se chamar de mais clichê em Róli Ud. Duas pessoas andando na rua (no caso Law e Portman), uma vindo ao encontro da outra enquanto o resto das pessoas que lotam a calçada, andam em slow motion. Ao fundo uma trilha bem bacana, sendo a bola da vez a maravilhosa The Blower’s Daughter de Damien Rice. Mas a brincadeira acaba por ai, de resto o filme é adulto, consciente, sexy e principalmente, muito bem montado, baseado na peça homônima de Patrick Marber, que é também o responsável por assinar o roteiro do filme. Em Closer, assim como em qualquer peça teatral, o forte são as palavras e as expressões. Ainda tem cheiro de teatro e sua qualidade mor é mostrar como o afeto e respeito pelo parceiro, são cada vez mais, sentimentos extintos das relações amorosas contemporâneas. Oscar: O filme concorre a melhor atriz coadjuvante (Natalia Portman) e Melhor Ator Coadjuvante (Clive Owen).
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