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Confissões de uma Mente Perigosa
Além disso, as atuações de Drew Barrymore e Julia Roberts também não convencem. Mas o que realmente vale a pena no filme é o personagem principal e a excelente atuação de Sam Rockwell (As Panteras) na pele do protagonista. Confissões de Uma Mente Perigosa conta a história de Chuck Barris, um americano que sempre visou o estrelato. É através da televisão, nos anos 40, que ele vai atrás de seu futuro, e é através da rede americana ABC que ele comece a montá-lo, criando um programa chamado “Namoro na TV”, o qual viria a ser um fracasso inicialmente, mas se tornaria um sucesso de público (e um fracasso de crítica). É no auge de sua carreira que Barris é contatado por Jim Byrd (Clooney), um homem que diz trabalhar para a CIA, e aponta o protagonista como um recruta ideal que “se encaixa no perfil” do que a agencia de inteligência norte americana precisa. No começo Barris acha tudo uma maravilha e aceita o trabalho, mas aos poucos vai se dando conta de que o que faz é muito pior do que imagina e percebe que virou um assassino de vida dupla, um agente autônomo.
O filme fica indo e voltando ao passado, uma hora vemos Barris bonito, rico e famoso, outra vemos Barris nu em seu quarto de hotel, depressivo e problemático em razão do curso que tomou sua vida. É tedioso, mas tem algumas cenas engraçadas que arrancam umas boas risadas do público, como a cena em que o personagem de Rockwell conta para a personagem de Barrymore sobre sua vida dupla, como agente da Central de Inteligência Americana. Para dar um tom excêntrico à direção, Clooney usou vários efeitos manjados como o famoso B&W (Preto e branco), distorceu a imagem várias vezes durante o filme, tirando a mesma do foco, e usou o clássico documentário-falso, acelerou no tempo e mostrou pessoas hoje em dia, falando de Barris no passado. Para aqueles que gostam de uma “dramédia” bem requintadinha, vale a pena dar uma olhada no filme, mas sem esperar demais do mesmo, seria muita areia para o pequeno caminhão de Clooney. O mais interessante no filme e na própria história, talvez seja o fato de que depois da apresentação de tantos fatos, não é revelado se Chuck Barris era mesmo um agente da CIA, fazendo com que cada tire sua versão e suas conclusões. Mas o que se torna mais decepcionante mesmo ao fim do filme é o fraco roteiro de Kaufman, depois de obras-primas como Adaptação e Quero Ser John Malkovich.
Confissões de Uma Mente Perigosa (Confessions
of a Dangerous
Mind
– 2002) |
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