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Embriagado de Amor
Tudo bem que não pode ser comparado nem de longe com seus dois filmes anteriores, afinal de contas, estamos falando, SIM, de uma comédia romântica. Mas Paul Thomas Anderson continua construindo personagens como poucos. Quem conhece o diretor e já viu seus trabalhos anteriores considerava certa a possibilidade que ele nunca faria uma comédia romântica. E quem não apenas conhecia mas admirava sua capacidade de reunir um ótimo elenco que se encaixa como uma luva em seus filmes ia mais além e afirmava: P. T. nunca colocaria um comediante como Adam Sandler (O Paizão) como protagonista de seus filmes. Mas, mais uma vez: Tratando-se de P. T. Anderson, tudo é possível.
Barry Egan é um vendedor que tem seu próprio negócio. Criado por suas sete irmãs vive em um mundo pequeno, onde tudo parece grande demais para ele. Tudo muda quando ele conhece Lena Leonard (Emily Watson), amiga de sua irmã, por quem se apaixona perdidamente. Enquanto isso, Barry se aproveita de uma campanha de marketing mal-feita, e coleciona centenas e mais centenas de pacotes de pudins, para trocá-los por milhas aéreas – e parece que o filme todo foi inspirado neste fato verídico sobre os pudins. Ao mesmo tempo, Barry se mete em uma lascada, ao telefonar por um tele-sexo falso, que visa roubar dinheiro de pessoas ricas, chefiado por um valentão chamado Dean (Philip Seymour Hoffman, um dos melhores atores da década de 90) E o filme apesar de ser de quem é, ainda sim, é uma comédia romântica. Porém, não cheia de clichês e falhas no roteiro. Não há encontros e desencontros, e sim a união, amor e paixão. E é disso que Barry precisa para viver e se sentir mais seguro, tentando superar suas crises (onde chega a destruir banheiros e arrebentar a cara de quatro bruta-montes). É tudo sobre um amor.
Embriagado de Amor
(Punch-Drunk Love – EUA, 2002) |
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