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Encontros e Desencontros
Em “As Virgens Suicidas”, ela surpreendeu. Provou não ser só a filhinha do poderoso Francis Ford Coppola, e dona de uma das piores interpretações já feitas no cinema quando atuou em “O Poderoso Chefão 3”, mas sim um novo nome que surge em Hollywood com seu próprio brilho e cativa. Agora, em Encontros e Desencontros, Coppola está mais madura, e conseguiu desenvolver melhor seu roteiro, buscando sempre situações manjadas envolvendo uma relação, mas nunca entrando ou abordando a fundo nenhuma situação arriscada: apenas pincelando. O segundo longa de Sofia Coppola conta a história de Bob Harris (Bill Murray), um ator americano que viaja à Tóquio, para gravar um comercial de whiskey. Porém sua estadia é confusa, e não consegue se acostumar com o fuso horário, gerando horas de insônia.
Certa noite em seu hotel conhece Charlotte (Scarlett Johansson), uma americana que acompanha seu marido, um fotógrafo, em sua viagem. Assim como Bob, Charlotte tem problemas para dormir, e então os dois mergulham em uma amizade onde procuram desfrutar do melhor prazer em que uma companhia pode lhe oferecer. Bill Murray neste filme é algo surpreendente. Acostumado a vê-lo em filmes bobos de sessão da tarde, o ator surpreende e é inspirado por Coppola, a ter uma das melhores atuações do ano, pela qual provavelmente será nomeado ao Oscar. Johansson, que recentemente atuou em “O Homem Que Não Estava Lá”, vai além: prova ser uma das melhores revelações dos últimos anos, alguém que passa convicção e maturidade mesmo atuando em cima de um personagem complexo. Ela convence e encanta. Sempre de forma cautelosa, singela, simples, o filme nada mais é do que a história de dois estranhos que se conhecem em um lugar estranho para os mesmos, e se dão muito bem, vivendo uma amizade intensa.
Lost In Translation – EUA – 2003 |
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