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An American Rhapsody
Extravagante e emocionante. É a definição de um rapsódio. Na década de 50, no auge do regime da URSS na Hungria, mais precisamente na capital Budapeste, depois que a segunda declarou querer ser independente da primeira, nasce Suzanne. Ainda quando bebê, sob o mesmo regime, seus pais são forçados a abandoná-la, fugindo para a América, tentando começar uma nova vida e quem sabe der uma chance de um futuro melhor a filha mais velha do casal. Porém, o plano era de que uma vez na América, através de um amigo no velho continente, recebessem o bebê. Mas por contra ventura, o plano da errado, e seis anos se passam. Quando o regime cai, através de sua avó que ainda mora em Budapeste e acabou de sair da prisão, Suzanne é mandada para a América, ao encontro de sua irmã e seus pais. Eles a ensinam tudo sobre o sonho americano. Desde ketchup e televisão até como se comportar perante a sociedade. O tempo passa, e Suzanne, cresce. Aos 15 anos (interpretada pela exuberante Scarlett Johansson), é proibida pela mãe (Nastassja Kinski) de ver garotos e ter uma vida normal como qualquer garota de sua idade fazendo com que mergulhe em uma profunda crise adolescente de auto-conhecimento, começando então a por em dúvida sua paixão pela América e por seus pais, que segundo ela, não podem ser pais tão bons se a abandonaram e só a conheceram aos seus seis anos, perdendo o instante de seu primeiro passo e depois de sua primeira palavra pronunciada. Suzanne vai então à seu pai, que havia prometido, que deixaria a filha voltar ao país de origem, caso ela tentasse e se esforçasse para se adaptar no novo continente. Com o aval do pai, ela parte de volta a Budapeste, para encontrar velhas lembranças e pessoas que outrora a amaram e então tentar por fim definir sua verdadeira morada: América ou Hungria. Escrito e dirigido por Eva Gárdos, iniciante nos quesitos e que não decepciona nem empolga, o filme explora as relações deixadas para trás de uma forma simples e pura, mostrando que o caminho de volta pode ser mais doloroso e a adaptação a novos ares pode ser a melhor escolha.
An American Rhapsody
(Amerikai rapszódia – EUA / Hungria – 2001) |
SESSION 9 |
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