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Solaris
O filme, que se passa em um futuro próximo, conta a história de Chris (George Clooney), um psicólogo perturbado pela perda de sua esposa. Ele é enviado para investigar uma tripulação de uma nave que se encontra à deriva de um planeta bizarro e misterioso: Solaris. O filme começa bem à la Soderbergh: excêntrico, cheio de diálogos esquisitos e aparentemente sem sentido, numa trama ainda indefinida. Com a chegada de Chris à nave, o filme começa a se desmanchar e se perder em meio a inúmeros flashbacks de Rheya, esposa de Chris, interpretada por Natascha McElhone, e ao fraquíssimo roteiro que dá voltas e voltas e não chega a lugar algum. Parece que o planeta Solaris cria uma ilusão nos tripulantes da nave que faz com que cada um deles receba uma visita, sempre alguém que está distante e que vem visitar seu parente. É assim o caso de Chris, que depois de seu primeiro dia na nave, acorda e se depara com sua mulher deitada ao seu lado.
Depois de filmes muito bem sucedidos como sexo, mentiras e videotape, Traffic e até mesmo Erin Brockovich, o novo projeto de Soderbergh, mesmo sendo uma ficção científica, realmente deixa a desejar se igualando a seus últimos projetos, todos fracassados diante da crítica (não do público, Ocean’s Eleven apesar de ter dividido a crítica foi um sucesso de publico), principalmente Full Frontal, exibido ano passado na Festival de Cinema Rio – BR. Ultimamente Soderbergh parece deixar de lado as boas idéias que o consagraram para se arriscar em diversas áreas. E então, fica a dúvida: O que esperar do diretor em seus próximos projetos, que incluem a seqüência de Ocean’s Eleven, batizada de Ocean’s Twelve?
Solaris
(Idem – 2002) |
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