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Aos mestres, com
carinho Por Pedro Beck
Todo o sucesso da série tem de ser agradecido ao criador David E. Kelley (de Ally Mc Beal e The Practice) e principalmente ao grupo de fãs da mesma, que assim como acontece com Gilmore Girls, é seleto, mas extremamente fiel.
Logo na primeira temporada, a série chamou a atenção devido aos roteiros um pouco pesados, tratando da violência nua e crua das escolas estaduais americanas. O curioso, como os atores sempre gostam de frizar, é que não é uma série sobre alunos, nem uma série sobre professores, e sim uma série sobre conseqüências geradas pelos alunos sobre os dos professores. No final da primeira temporada, dois professores foram expulsos. O primeiro, Milton Buttle (Joey Slotnick, que esteve em Alias na primeira temporada), demitido por ter relações sexuais com uma aluna da escola. E o segundo, Kevin Riley, demitido por saber do tal envolvimento e não ter relatado a direção da escola. Falando em direção, quem os manda embora é Scott Guber (interpretado pelo excelente Anthony Heald que todos devem conhecer do clássico O Silêncio Dos Inocentes) o vice-diretor, um sujeito muito esquisito, engraçado e problemático. Na segunda temporada, Scott se envolve com uma mulher, Meredith Peters, que teve uma mão amputada, resultado de uma briga com o filho. O relacionamento chega ao fim, na conclusão da mesma temporada, quando Scott a demite por ter batido em um aluno. Enquanto isso, Harry (Nicky Katt) pensa em desistir da profissão várias vezes, e é sua pupila, Ronnie Cook (Jeri Ryan) que o incentiva a não parar. No final da temporada, descobrimos que Ronnie gosta de Harry, mas o sentimento não é recíproco, uma vez que Harry vêm saindo com Dana Poole, uma ex-aluna de Winslow High. Entre lá e cá, ainda no final da temporada, Harry é ameaçado diversas vezes pelo irmão de um de seus alunos, e no finalzinho da temporada, Harry leva uma facada, o que faz com que todos os seus amigos (professores) se desesperem, principalmente Ronnie, a mulher que o ama. Outro que da um show é Chi McBride, típico diretor negro americano, durão, dois metros de altura, que ao ver a situação critica de Harry desaba em lágrimas. Tudo fica bem no último episódio, quando Ronnie cuida de Harry até o mesmo melhorar, e assim acaba a segunda temporada. A partir do dia 11, uma sexta feira (mais uma novidade, uma vez que anteriormente a série era exibida às quintas aqui no Brasil), mais mudanças estão anunciadas. Entre elas, a inclusão de novos personagens como Colin Flynn, interpretado por Joey McIntyre, um professor descolado, amigo dos alunos e que faz questão que todos o chamem pelo seu primeiro nome (algo que irrita profundamente Scott). Além de Colin, há também Jon Abrahams, que faz o papel de Zach Fischer, mais um novo professor de Winslow High. A terceira temporada também marca a entrada de China Jesusita Shavers para o elenco fixo. China interpreta Brooke Harper, a filha do diretor Harper. Uma das surpresas da temporada é a presença de Tamyra Gray (do reality show American Idol: The Search for a Super Star) em diversas participações especiais como Aisha, uma aluna da escola. Tais participações foram suficientes para que os episódios em que ela apareceu tenham sido os de maior audiência da série nesta terceira temporada. Agora é aguardar pela terceira temporada, que pelos anúncios já em vinculação na Fox, promete ser bastante polêmica, a julgar também pelos processos que a série enfrenta contra escolas estaduais que dizem que a realidade nas escolas não é igual às situações retratadas na série. É, pelo visto, a criação de David E. Kelley não deve acabar por aqui. |
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