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Dead Like Me
A partir de 3 de novembro, o público brasileiro conhecerá Georgia "George" Lass (interpretada pela extraordinária Ellen Muth), uma jovem que decidiu que a melhor maneira de passar pela vida sem desapontamentos é evitando o interesse por ela. A apatia com que George atravessa os dias de sua adolescência só é quebrada pelos conflitos com sua mãe, Joy (Cynthia Stevenson), que a pressiona por ela ter largado a faculdade e não se esforçar para arranjar um emprego. Até que uma inesperada mudança cai como uma bomba em sua vida – literalmente, e na forma de um assento sanitário desprendido dos destroços da estação espacial MIR. O objeto entra na atmosfera terrestre a mais de 300 quilômetros por hora e se choca contra a superfície, mais precisamente sobre a pobre George, colocando um ponto final em sua existência mundana (pelo menos do jeito como ela a conhecia).
Agora na condição de "morta-viva", George é encaminhada a um grupo liderado pelo autoritário - porém simpático - Rube (Mandy Patinkin, de "Chicago Hope"), do qual também fazem parte Mason (Callum Blue, de "As If"), um imigrante britânico que morreu no auge da onda hippie, numa tentativa fracassada de alcançar um estado alucinógeno permanente furando a própria cabeça (!); Roxy (Jasmine Guy), ex-dançarina que atualmente divide o tempo entre a função de mensageira da Morte e a de guarda de trânsito; e Betty (Rebecca Gayheart), com quem George estabelece uma relação mais próxima da amizade. Trata-se de uma divisão responsável por capturar as almas das vítimas de crimes e acidentes momentos antes delas morrerem, e assim encaminhá-las para seu destino.
De fato é uma série que fala sobre a morte querendo refletir sobre a vida. Por trás do humor negro e da linguagem despojada se ocultam diversas questões existenciais. Mas nada de lições de moral: você as entende como quiser. Afinal, "Dead Like Me" está longe de ser um programa careta, muito pelo contrário. Por se tratar de uma produção do Showtime, canal a cabo americano, não existe a preocupação em evitar situações "maduras", ou o uso da boa e velha "f-word", tão repudiada pela censura nas emissoras abertas, o que pode surpreender um pouco o público acostumado às sitcoms água-com-açúcar que infestam a programação da Sony. Nesse sentido, o êxito de público e crítica alcançado pelo seriado nos EUA apenas comprova que o politicamente correto não é ingrediente obrigatório para o sucesso de uma série. E, no caso de “Dead Like Me”, o sucesso é mais do que merecido. |
:: RAPIDINHAS - O episódio-piloto de "Dead Like Me" tem 1 hora e 15 minutos de duração. Os restantes têm a duração padrão de 42 minutos. - O criador da série, Bryan Fuller, pulou fora do projeto após poucos episódios para cuidar da produção de "Wonderfalls", nova atração da Fox, também criada por ele e com estréia prevista para janeiro de 2004 nos EUA. - Na concepção de "Dead Like Me", a Morte tem outros agentes além dos "grim reapers": os chamados "gravelings", pequenas e asquerosas criaturas responsáveis por causar acidentes fatais. - A atriz Rebecca Gayheart, que interpreta Betty, deixou a série após o 5º episódio. A partir do episódio 6, Laura Harris (a terrorista Marie de "24 Horas") se junta ao elenco no papel de Daisy Adair, uma irritante ex-aspirante a atriz que morreu durante as filmagens de "...E o Vento Levou", e se gaba de ter transado com praticamente todos os astros da Hollywood dos anos 30. - A premissa da série é levemente baseada na série de livros "Incarnations of Immortality", de Piers Anthony. - A família Lass é parte importante da história. Após a morte da filha, Joy e Clancy (Greg Kean) passam a enfrentar uma séria crise conjugal, enquanto Reggie (Britt McKillip), a irmã mais nova de George, começa a apresentar um comportamento estranho, e acredita que pode se comunicar com ela. - A segunda temporada de "Dead Like Me" está confirmada para o verão americano de 2004. - Christine Willies, que interpreta a surreal e hilariante Dolores Herbig ("as in her big brown eyes"), já participou de três episódios de Arquivo X, no papel da assistente social Karen Kosseff. - Ellen Muth ganhou o prêmio de melhor atriz no festival internacional de cinema de Los Angeles em 1999, pelo filme "The Young Girl and the Monsoon". - A série é filmada em Vancouver, Canadá.
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