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Beckstage #01 - 19/03/03 A cada ano que passa fica mais e mais evidente que o Oscar vem se tornando um evento comercial e publicitário. Diretores respeitados de Hollywood, que outrora nem ousariam falar mal da Academia, já não ficam mais em silêncio e dizem o que pensam. É o caso de Steven Spielberg, que nunca escondeu sua insatisfação pelo “normalzinho” Shakespare Apaixonado (Shakespeare In Love) ter ganhado o prêmio de Melhor Filme em cima de O Resgate Do Soldado Ryan (Saving Private Ryan), um dos melhores filmes já feitos em cima de fatos, e não de sentimento. Retratando a guerra não por um lado companheiro e bonito e sim por um lado perverso e nojento. Ambos os filmes foram feitos em 1998, e concorreram ao Oscar, em março de 1999, quando Shakespeare se consagrou. Quem não perde um Oscar, deve lembrar muito bem do instante em que a tela da televisão se dividira em cinco, mostrando os cinco diretores que concorriam ao prêmio de Melhor Filme por seus filmes, e o momento do anuncio da vitória de Shakespeare Apaixonado e ainda em uma das cinco pequenas imagens divididas, havia um Spielberg inconformado, balançando a cabeça negativamente. Em 2000, mais do que justamente, o filme Beleza Americana (American Beauty), do na época estreante Sam Mendes, saiu vencedor. O mesmo filme, estrelado por Kevin Spacey, concorria com O Informante (The Insider), Regras da Vida (The Cider House Rules), À Espera de Um Milagre (The Green Mile) e o horrendo O Sexto Sentido (The Sixth Sense). Como esse coluna é minha, e aqui vai apenas minha opinião, vou deixar bem claro que EU ODEIO O SEXTO SENTIDO! Mas voltando ao assunto, apesar de Beleza Americana ser maravilhoso, caso O Informante, filme que projetou Russel Crowe, saísse vencedor, não seria nenhuma surpresa. Já 2001, mais um filme protagonizado por Crowe, desta vez Gladiador (Gladiator). O filme saiu vencedor do prêmio de Melhor Filme, quando concorria com o excelente O Tigre E O Dragão (Crounching Tiger, Hidden Dragon), o “bonitinho” Erin Brockovich (Idem), o “justa-indicação” Chocolate (Chocolat) e com o outro favorito: Traffic (Idem). Nota-se que apesar de também muito aclamado, Traffic não era nem um pouco popular. Gladiador, por sua vez, era o Chicago de cerimônia de 2001. Dei uma volta nos Oscars mais recentes para então começar a dar meus palpites, pois como sempre, quase nunca consigo acertar os vencedores. Não me culpem! E sim, à Academia, que como vem acontecendo nos últimos anos, preserva sua imagem, elegendo sempre o mais popular. Espero que eu acabe queimando a língua, e que o Melhor Filme desse ano seja realmente quem eu quero que seja, e não quem eu acho que será. Vamos aos meus palpites nas principais categorias. Vale lembrar que quem eu acho que vai ganhar está em azul, e quem eu acho que merecia ganhar está em vermelho. Quando eu achar que quem eu quero que ganhe vai realmente ganhar, não haverá cores, apenas o nome em negrito.
Melhor Ator
Observação:
Acho que tanto Adrien Brody quando Day Lewis, têm chances absurdas de
ganhar, mas depois de muito pensar e refletir, fiquei com Day Lewis.
Kathy Bates por ABOUT SCHMIDT
Melhor Documentário
Observação:
Inquestionável.
Observação:
Não tive a oportunidade de assistir ainda, mas companheiros que
assistiram foram unânimes em dizer que é o favorito e melhor.
Observação:
Apesar de ter amado a trilha Sonora do filme, e ser fã do Eminem, The
Hands That Built America é divina.
Melhor Som
Observação:
Entre “About A Boy” e “Adaptation.”, fiquem com o segundo. O jeito agora é esperar... Afinal, Oscar é Oscar. Vale lembrar que o melhor filme de todos os tempos, “Citizen Kane” (Cidadão Kane) não ganhou o prêmio da academia. Então... O que esperar do Oscar? |
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